# Transtornos motores de fala

> Terapia para apraxia de fala na infância e disartria com PROMPT nível 2, DTTC, ReST e Nuffield. O método vem depois da avaliação do perfil motor.

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## Transtornos motores de fala: quando a criança sabe o que quer dizer, mas a boca não obedece

Muitas crianças com transtorno motor de fala passam anos em terapia sem evoluir como esperado. Não é falta de esforço da criança nem da família. É que a abordagem usada não correspondia à natureza da dificuldade. Essa é uma área altamente específica da fonoaudiologia, e é uma das nossas especialidades.

**PROMPT · DTTC · ReST · Nuffield** Métodos com evidência, escolhidos pelo perfil motor da criança.

O que são

## Um problema de movimento, não de vontade nem de vocabulário

Falar é um ato motor. Para dizer “bola”, o cérebro precisa planejar uma sequência de movimentos de lábios, língua, mandíbula e cordas vocais, e depois executá-la com precisão e no tempo certo. Os transtornos motores de fala são alterações nesse planejamento ou nessa execução.

Os dois principais são:

- **Apraxia de fala na infância.** A dificuldade está no planejamento e na programação dos movimentos. A criança sabe a palavra, entende o que quer dizer, mas a boca não monta a sequência. A mesma palavra pode sair de um jeito diferente a cada tentativa. Palavras longas são mais difíceis que curtas. É comum a criança ter uma fala muito limitada e se frustrar bastante.
- **Disartria.** A dificuldade está na execução: força, tônus, coordenação ou velocidade dos músculos da fala. A fala pode sair lenta, arrastada, com pouca precisão ou com alteração de voz e respiração. Costuma estar associada a condições neurológicas, como a paralisia cerebral.

Existem também quadros mistos e crianças que têm, ao mesmo tempo, um transtorno motor de fala e um transtorno de linguagem. A avaliação precisa separar essas coisas, porque cada uma pede um trabalho diferente.

**Sobre a palavra “apraxia”.** Ela virou nome para quase todo atraso de fala, e não é. Muitas crianças chegam com essa suspeita e, na avaliação, o que encontramos é um transtorno fonológico ou um atraso de linguagem, que pedem terapias completamente diferentes. Por isso, aqui, o nome só vem depois da avaliação. [Escrevemos um artigo sobre isso.](https://decollarefonoaudiologia.com.br/blog/apraxia-nao-e-todo-atraso-de-fala)

### Como avaliamos

A avaliação do perfil motor de fala é detalhada. Observamos como a criança produz sons, sílabas e palavras de diferentes tamanhos, se a produção é consistente ou muda a cada tentativa, como ela lida com sequências, se há sinais de busca pelo movimento, como estão os movimentos da boca fora da fala e como a criança se comunica quando a fala não dá conta. Só depois disso definimos qual é o transtorno e qual método faz sentido.

### Os métodos que usamos

Nossa equipe tem formação nas abordagens com maior reconhecimento científico para transtornos motores de fala. Poucas clínicas no Brasil reúnem todas elas, e a combinação permite escolher e ajustar o trabalho conforme a criança responde.

- **PROMPT (Prompts for Restructuring Oral Muscular Phonetic Targets).** A terapeuta usa toques específicos no rosto da criança para guiar os movimentos da fala, ajudando o cérebro a “sentir” como cada som é produzido. Ana Karolline é terapeuta PROMPT nível 2. Indicado para crianças de várias idades, inclusive as muito pequenas.
- **DTTC (Dynamic Temporal and Tactile Cueing).** Método desenvolvido especificamente para apraxia de fala na infância, com forte evidência. Trabalha palavras funcionais escolhidas para a criança, com muita repetição e com pistas que vão sendo retiradas conforme ela melhora. Indicado para crianças com apraxia grave e fala muito limitada.
- **ReST (Rapid Syllable Transition Treatment).** Usa sequências de sílabas sem significado para treinar a passagem rápida e precisa entre os sons, o ritmo e a acentuação. Indicado para crianças a partir de 4 anos, já com alguma fala, que precisam ganhar consistência e inteligibilidade.
- **Nuffield (Nuffield Dyspraxia Programme, NDP3).** Programa inglês que constrói a fala de baixo para cima: sons isolados, sílabas, palavras simples, palavras longas e frases, com material visual próprio. Indicado para crianças de 3 a 7 anos.

Em alguns casos, especialmente quando a fala está muito limitada, combinamos a terapia motora com [Comunicação Aumentativa e Alternativa](https://decollarefonoaudiologia.com.br/servicos/comunicacao-alternativa). A criança precisa se comunicar hoje, enquanto a fala é construída. Uma coisa não atrapalha a outra.

### Para quem é

- Crianças com suspeita ou diagnóstico de apraxia de fala na infância.
- Crianças com disartria, incluindo casos associados a paralisia cerebral ou síndromes.
- Crianças cuja fala é muito difícil de entender fora de casa, mesmo depois dos 3 anos.
- Crianças que produzem a mesma palavra de jeitos diferentes a cada vez.
- Crianças que estão há muito tempo em terapia de fala sem evolução perceptível.
- Crianças autistas ou com síndrome de Down que, além de outras questões, apresentam dificuldade motora de fala.

### O que a família pode esperar

- Um diagnóstico diferencial claro: qual é, de fato, a dificuldade da criança.
- Intervenção direcionada à causa, com o método certo para aquele perfil.
- Movimentos de fala mais precisos e estáveis.
- Mais sons, mais palavras e frases mais longas.
- Fala mais inteligível, dentro e fora de casa.
- Orientação para praticar em casa do jeito certo, porque nessa área a prática frequente faz muita diferença.

> Já acompanhamos crianças que chegaram sem fala funcional e que, com intervenção especializada e prática consistente, passaram a se comunicar oralmente de forma significativa. Não prometemos isso para ninguém. Mostramos que é possível.

### Como são as sessões

Terapia motora de fala é intensiva por natureza. As sessões têm muita repetição, organizada de forma lúdica para a criança aguentar o ritmo. A frequência costuma ser maior do que em outras frentes, e a prática em casa, orientada por nós, é parte do plano. A família acompanha, aprende as pistas e ajuda a criança a praticar as palavras-alvo durante a semana.

### Resumo

- **Quadros:** apraxia de fala na infância, disartria, mistos
- **Métodos:** PROMPT nível 2, DTTC, ReST, Nuffield
- **Idade:** a partir dos primeiros sinais até 10 anos
- **Frequência:** geralmente mais alta, com prática em casa

[→Agendar avaliação](https://wa.me/5533991985412?text=Ol%C3%A1!%20Gostaria%20de%20agendar%20uma%20avalia%C3%A7%C3%A3o%20na%20Decollare.)

### Sinais que merecem avaliação

- A mesma palavra sai diferente a cada tentativa
- Palavras curtas saem, longas não
- A criança parece “procurar” o movimento da boca
- Entende muito mais do que consegue falar
- Vogais distorcidas ou trocadas
- Anos de terapia sem mudança na fala

### Leia também

- [Apraxia virou nome para todo atraso de fala. E não é.](https://decollarefonoaudiologia.com.br/blog/apraxia-nao-e-todo-atraso-de-fala)
- [“Ele entende tudo, mas não fala”](https://decollarefonoaudiologia.com.br/blog/ele-entende-mas-nao-fala)

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Responsável técnica: Ana Karolline Figueredo dos Santos · CRFa 6-10873 · Responsável técnica