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Avaliação fonoaudiológica: entender antes de decidir

Nenhuma terapia começa na Decollare sem uma avaliação. Ela não termina em um diagnóstico nem em uma lista de dificuldades. Ela precisa responder a uma pergunta: o que precisamos fazer para essa criança se comunicar e participar melhor da própria vida?

Ana Karolline em sua mesa de atendimento
Devolutiva por escritoVocê sai com o plano e com o nome do método indicado.
Como é a avaliação

Um processo em três partes

Muitas famílias chegam aqui depois de anos de terapia sem saber, de fato, qual era a dificuldade do filho. Às vezes ouviram “atraso de fala”. Às vezes “apraxia”. Às vezes nada. A avaliação da Decollare existe para dar nome ao que está acontecendo e, a partir disso, escolher o caminho.

1. A conversa com a família

Chamamos de anamnese, mas é uma conversa. Queremos saber como foi a gestação e o nascimento, como o desenvolvimento aconteceu até aqui, quando você começou a notar algo diferente, o que já foi tentado e o que funcionou ou não. Também perguntamos sobre a rotina: como a criança pede as coisas em casa, como reage quando não é compreendida, como brinca, como é na escola.

Essa parte é longa de propósito. Muito do que precisamos saber sobre uma criança está no que a mãe observa todos os dias.

2. A avaliação da criança

Ela é direcionada pelo que a conversa apontou. De forma geral, olhamos para:

  • Compreensão da linguagem. O que a criança entende do que é dito, de ordens simples a histórias.
  • Expressão da linguagem. Vocabulário, frases, formas de pedir, comentar, perguntar e recusar, com ou sem fala.
  • Fala e perfil motor. Quais sons e sílabas a criança produz, com que consistência, e se há sinais de dificuldade no planejamento ou na execução do movimento, o que aponta para um transtorno motor de fala.
  • Comunicação funcional. Como ela se comunica na prática: olhar, gestos, apontar, puxar a mão, vocalizar, palavras, prancha.
  • Interação e brincar. Como inicia e mantém a interação, como brinca, como reage às tentativas do adulto.
  • Necessidade de CAA. Se a criança não fala ou fala pouco, avaliamos quais recursos de comunicação alternativa fazem sentido para ela.

Usamos instrumentos formais quando são indicados e observação estruturada sempre. A criança fica no ritmo dela, brincando, e a família pode ficar na sala. Dependendo da idade e da complexidade, isso acontece em um ou mais encontros.

3. A devolutiva

É o momento em que sentamos com você e explicamos, com calma e em linguagem simples, o que encontramos. Falamos dos pontos fortes da criança, da natureza da dificuldade e da abordagem que indicamos. Você vai ouvir o nome do método e entender por que ele foi escolhido para o seu filho, e não outro.

Você sai com um plano terapêutico por escrito, com objetivos definidos, frequência sugerida e as primeiras orientações para casa. Se entendermos que o caso pede outra especialidade ou uma avaliação complementar (audiologia, neuropediatria, terapia ocupacional), dizemos isso com clareza e ajudamos a encaminhar.

Nossa avaliação não termina em uma lista de dificuldades. Ela responde a uma pergunta: o que precisamos fazer para essa criança se comunicar e participar melhor da própria vida?

Quando procurar uma avaliação

Não existe “cedo demais”. Alguns sinais que merecem atenção, por idade:

  • Até 12 meses: não balbucia (“babababa”), não olha quando é chamado, não aponta, não imita gestos como dar tchau.
  • 18 meses: não fala palavras com intenção, não aponta para pedir ou mostrar, não parece entender pedidos simples.
  • 2 anos: menos de 50 palavras, não junta duas palavras, não brinca de faz de conta.
  • 3 anos: a fala é difícil de entender fora de casa, as frases são muito curtas, a criança se frustra ao tentar se comunicar.
  • 4 anos ou mais: trocas de sons persistentes, dificuldade em contar o que aconteceu, fala inconsistente (a mesma palavra sai de jeitos diferentes).
  • Em qualquer idade: diagnóstico de autismo, síndrome genética, paralisia cerebral ou qualquer condição que afete a comunicação. E também quando a terapia atual não está trazendo evolução.
Um lembrete importante. Frases como “ele é só preguiçoso para falar” ou “um dia ele fala” costumam adiar uma avaliação que poderia esclarecer tudo. Se algo te preocupa, avaliar não custa nada além de uma conversa. Ficar sem saber, sim.

O que a família recebe

  • Relatório de avaliação, que pode ser compartilhado com médicos, escola e outros terapeutas.
  • Plano terapêutico por escrito, com objetivos e método indicado.
  • Orientações iniciais para a rotina em casa.
  • Encaminhamentos, quando necessários.
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