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Intervenção precoce: começar na melhor fase
Nos primeiros anos, o cérebro da criança aprende em uma velocidade que não se repete depois. Quando uma dificuldade é identificada cedo e a intervenção é adequada, as chances de favorecer o desenvolvimento e de evitar que a dificuldade cresça são bem maiores. É por isso que atendemos a partir dos 9 meses.
A terapia acontece na rotina, e não só na sala
Um bebê de um ano não aprende em uma sessão de 45 minutos por semana. Ele aprende nas centenas de interações que tem por dia: no banho, na troca de fralda, na hora de comer, na brincadeira no chão da sala. Por isso, na intervenção precoce da Decollare, a família é quem mais trabalha, e a nossa função é preparar vocês para isso.
Combinamos conhecimento científico, intervenção individualizada e participação ativa dos pais, usando modelos reconhecidos internacionalmente e escolhidos conforme o perfil da criança.
Os modelos que usamos
- ESDM (Early Start Denver Model). Modelo de intervenção precoce para crianças pequenas com autismo ou risco de autismo. Trabalha comunicação, interação, imitação e brincar dentro de atividades que a criança gosta, com envolvimento direto dos pais.
- BBC (Babble Boot Camp). Programa para bebês, conduzido pelos pais com orientação da fonoaudióloga, que estimula os primeiros sons, o balbucio e as primeiras palavras através da rotina.
- Modelo Centrado na Família. Abordagem em que os objetivos são construídos a partir das prioridades da família e a intervenção acontece nos contextos naturais da criança. Foi o que Ana estudou na Universidade de Évora, em Portugal.
Para quem é
Bebês e crianças pequenas, de 9 meses a cerca de 3 anos, com:
- atraso no desenvolvimento da comunicação ou da linguagem;
- sinais de risco para autismo ou diagnóstico já estabelecido;
- síndromes genéticas ou condições neurológicas que afetam a comunicação;
- prematuridade ou outros fatores de risco apontados pelo pediatra;
- dificuldades de interação, imitação ou brincar que preocupam a família.
Sinais para observar
Cada criança tem o próprio ritmo, mas alguns sinais merecem uma avaliação:
- Aos 9 meses: não balbucia, não olha quando é chamado, não acompanha o olhar do adulto, não sorri de volta.
- Aos 12 meses: não aponta, não dá tchau, não imita gestos, não faz sons para chamar atenção.
- Aos 18 meses: não fala palavras com intenção, não mostra objetos para compartilhar, não parece entender pedidos simples como “pega a bola”.
- Aos 2 anos: fala menos de 50 palavras, não junta duas palavras, não brinca de faz de conta.
- Em qualquer idade: perda de habilidades que já tinha, pouco interesse em pessoas, brincar muito repetitivo.
O que a família pode esperar
- Aproveitamento da fase de maior plasticidade do desenvolvimento.
- Estímulo precoce de comunicação, linguagem, interação e aprendizagem.
- Pais mais seguros, sabendo o que fazer em cada momento da rotina.
- Habilidades que passam da sessão para a casa, para a creche e para a rua.
- Identificação cedo de outras necessidades, com encaminhamento quando preciso.
Como são as sessões
As sessões acontecem no chão, com brinquedos, música e as atividades que a criança gosta. A mãe, o pai ou quem cuida participa o tempo todo. Mostramos como fazer, você experimenta ali mesmo, e combinamos o que vai ser feito em casa durante a semana. Nas sessões seguintes, conversamos sobre o que funcionou e ajustamos.
A frequência é definida na devolutiva. Em intervenção precoce, muitas vezes menos tempo na clínica e mais orientação para casa dá resultados melhores do que o contrário.
O trabalho vai além da sessão: queremos transformar o ambiente ao redor da criança em um lugar que favoreça o desenvolvimento o tempo todo.