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Orientação de famílias: os outros seis dias também são terapia

Uma criança não se desenvolve só nos minutos em que está na clínica. Ela se desenvolve nas centenas de interações que acontecem ao longo do dia, com quem convive. Por isso, na Decollare, a família não é informada sobre o que aconteceu na sessão. Ela aprende a fazer.

Orientação de famílias: os outros seis dias também são terapia
Modelo Centrado na FamíliaFormação na Universidade de Évora, Portugal.
Como funciona

A mãe entra na sala. E sai sabendo o que fazer.

Uma das dores mais comuns que ouvimos de famílias que vêm de outras terapias é essa: “a profissional anterior não deixava a gente ficar na sala, e ele chorava muito”. A outra é “não sabíamos o que estava sendo trabalhado com o nosso filho”. As duas têm a mesma raiz, e a orientação familiar existe para resolvê-la.

Aqui, a orientação não é um serviço separado que se contrata à parte. Ela faz parte de como trabalhamos, em todas as frentes. Mas também oferecemos encontros específicos com os pais, com a escola e com cuidadores, quando o caso pede.

Dentro das sessões

Você acompanha a sessão do seu filho. Vê o que a terapeuta faz, entende o porquê e experimenta ali mesmo, com ela ao lado. No fim, combinamos o que vai ser feito em casa durante a semana, de forma concreta: em que momentos, com quais materiais, como reagir quando a criança acerta e quando não acerta.

Encontros de orientação

Em alguns momentos, faz sentido um encontro só com os adultos, sem a criança. Servem para:

  • explicar com calma o diagnóstico e o plano, tirando todas as dúvidas;
  • revisar o que está funcionando em casa e o que não está;
  • planejar como transformar a rotina em oportunidades de comunicação: o banho, a refeição, a hora de vestir, o caminho para a escola, a brincadeira;
  • alinhar pai, mãe, avós e cuidadores, para que todos façam parecido;
  • preparar mudanças: entrada na escola, viagem, nascimento de um irmão.

Orientação à escola

A criança passa boa parte do dia na escola. Se a professora não sabe como esperar a resposta dela, como usar a prancha de comunicação ou como criar oportunidades de fala, muito do que é construído na clínica se perde. Quando é indicado, conversamos com a equipe escolar, orientamos estratégias e, se necessário, produzimos materiais para a sala de aula.

Os maiores avanços acontecem quando o conhecimento ultrapassa os limites da sala de terapia.

O que a família pode esperar

  • Segurança para lidar com as dificuldades da criança no dia a dia, sem adivinhar.
  • Mais oportunidades de comunicação fora da clínica, o que acelera a evolução.
  • Continuidade entre a terapia e a rotina.
  • Habilidades que se generalizam: o que a criança aprende aqui aparece em casa e na escola.
  • Uma relação mais leve entre pais e filho, porque entender o que está acontecendo tira muito do peso.
  • Todos os adultos ao redor da criança falando a mesma língua.
Um ponto importante. Orientar a família tem pouco a ver com passar tarefa de casa. Tem a ver com mostrar que muito do que você já faz pode virar estímulo, com ajustes pequenos. A rotina não muda. O jeito de estar nela, sim.

Para quem é

  • Pais e responsáveis de crianças em atendimento na Decollare, em qualquer frente.
  • Famílias que querem uma orientação pontual sobre o desenvolvimento da comunicação do filho, mesmo sem terapia contínua.
  • Escolas e professoras que recebem uma criança com autismo, com CAA ou com transtorno de fala.
  • Cuidadores, avós e demais adultos que convivem com a criança.
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